Diferente do que ocorre no Estado, onde os registros de pessoas infectadas pelo Aedes aegypti aumentaram, na região o número reduziu nos primeiros meses de 2021.Todos os anos, a problemática da dengue assola a região do Médio Alto Uruguai, apresentando altos índices de contaminação em diferentes municípios. As condições socioambientais favoráveis para a reprodução do mosquito possibilitaram proliferação, principalmente no verão, causando surtos da doença frequentemente.
De acordo com os dados coletados pelo jornal O Alto Uruguai, a partir de informações da 2ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), até maio de 2020, a região de abrangência da 2ª CRS havia registrado um total de 761 casos confirmados, sendo sua maioria em Três Passos, com 443 pessoas infectadas. Em comparação com o mesmo período deste ano, os dados apresentam uma queda significativa na região, com a diminuição de cerca de 75%. Outro dado relevante sobre o assunto é a diminuição do número de cidades, de 11 em 2020, para cinco em 2021, com registros de confirmações de dengue. Em contrapartida, o Estado apresenta crescimento de 83,3% no número de municípios infestados pelo mosquito, totalizando até agora 414 cidades.
Mesmo com a diminuição expressiva dos casos confirmados na região é necessário evitar a reprodução do mosquito, para reduzir os índices de transmissão da doença. Para isso, é preciso adotar medidas de prevenção por toda a comunidade, como o acúmulo de água, manter os ambientes limpos, pois os ovos depositados pelo mosquito podem permanecer intactos por meses, dando origem a novos ciclos de contaminação com a doença.

Situação preocupante em Planalto
Na área de abrangência do jornal O Alto Uruguai, o município de Planalto tem registrado números preocupantes. O boletim epidemiológico da dengue, divulgado na quinta-feira, 27, mostra que a cidade registrou 180 casos positivos, dos 190 coletados. Os confirmados tendem a diminuir nessa época, devido à baixa das temperaturas, conforme afirma o secretário de Saúde, Dorival Werkhausem. Isso ocorre porque o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, circula menos.
Fonte: O Alto Uruguai
