O Conselho Regional de Desenvolvimento do Médio Alto Uruguai (Codemau) foi vítima de um golpe bancário, na última segunda-feira, 18. Segundo a entidade, a ação dos golpistas durou cerca de cinco minutos e comprometeu todo o dinheiro que estava nas contas bancárias da organização, que não tem fins lucrativos.
De acordo com o tesoureiro do Codemau, José Galera, os estelionatários ligaram para uma funcionária da entidade afirmando serem do banco no qual o conselho tinha contas. Os golpistas, então, teriam perguntado se uma transferência via Pix de um grande valor havia sido feita pela entidade. Como a resposta foi negativa, eles orientaram que a funcionária entrasse em contato diretamente com a agência bancária do município via telefone.
Porém, ao ligar para o novo número, a ligação foi redirecionada novamente para os golpistas. Como acreditava estar falando com o gerente da agência, a funcionária do Codemau acabou concedendo o acesso da conta para os bandidos, que, em minutos, transferiram todo o dinheiro para contas de laranja e desligaram. “Eles induzem as pessoas ao erro. É revoltante, nossa funcionária não tem culpa, ela acreditou estar fazendo o certo. Em cinco minutos, perdemos tudo”, elucida José Galera. O tesoureiro explicou que a entidade já registrou um Boletim de Ocorrência e entrou em contato com a agência bancária, que instaurou um processo administrativo para tentar resolver a situação. Caso não seja possível, o Codemau deverá entrar com uma ação judicial para tentar recuperar os valores.
A delegada da 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Aline Dequi Palma, relata que esse tipo de crime tem crescido ultimamente. “Depois da pandemia, percebemos um aumento significativo dos golpes aplicados pela internet e telefones. Golpes dessa espécie, que envolvem instituições bancárias, onde os golpistas incentivam que as vítimas baixem aplicativos em seus telefones celulares ou então permitam que eles façam movimentações de forma remota em suas contas”, exemplifica a delegada.
Aline instrui para que, ao receber esse tipo de ligação, que a população entre em contato de forma presencial com o seu banco, evitando falar novamente com os estelionatários.
– A investigação desses crimes é complexa, geralmente o dinheiro é transferido para muitas contas, então fica difícil de reavê-lo. A gente pede para que as pessoas tenham atenção e não se apav
orem ao receber esse tipo de ligação informando que tem algo errado com sua conta e busque informações de forma pessoal – afirma Aline.
Ela orienta, ainda, que ao sofrer o golpe, o primeiro passo que a vítima deve fazer é falar com o banco, e depois dirigir-se à delegacia. “A primeira coisa é entrar em contato com o banco de forma pessoal para ver da possibilidade de suspender aquela movimentação. Em seguida, procurar uma delegacia de polícia para efetuar o registro do Boletim de Ocorrência, tentando juntar o máximo de informações possíveis, como prints, números das contas, CPF e afins”, explica.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai
