Menu
Ler agora
Profissionalismo

Entre trajetos e afeto, a rotina de uma motorista e mãe

Marta Kempka transporta histórias pelas ruas de Frederico Westphalen

Entre trajetos e afeto, a rotina de uma motorista e mãe

Há 10 meses, Martha Kempka trocou a rotina presa ao relógio por uma direção mais livre. Aos 35 anos, mãe de uma menina de 2 anos e 10 meses, ela encontrou no trabalho como motorista de aplicativo a possibilidade de conciliar renda, presença na maternidade e autonomia. “O meu tempo é o tempo que eu tenho para trabalhar”, resume.

Martha atua exclusivamente com o aplicativo Garupa, e destaca que, além do suporte da plataforma, o que marca seu dia a dia são os pequenos encontros. “É bem gratificante pegar uma pessoa que está atrasada e conseguir chegar a tempo. Ver a felicidade dela, saber que pode contar com a gente... são experiências comoventes que nos deixam felizes também”, conta. A profissão, segundo ela, vai além de conduzir passageiros. É também promover confiança e acolhimento, especialmente quando mães a procuram para transportar seus filhos com segurança.

Em uma cidade sem transporte coletivo, a mobilidade oferecida pelos aplicativos tem papel essencial. E ser mulher nesse espaço, para Marta, é símbolo de mudança: “Hoje, estando na profissão como motorista, é a mulher tomando a frente de tudo”. O reconhecimento pelo trabalho também emociona. “É tão gostoso ver que a gente também tem o nosso dia reconhecido. Saber que somos vistas como profissionais, que contribuímos com a cidade, isso é muito positivo”.

A flexibilidade que o aplicativo oferece também é ponto-chave para ela. “Se eu preciso sair, levar minha filha ao médico, desligo o aplicativo e estou com ela. Depois, quando tudo está encaminhado, volto a trabalhar. Se fosse um emprego com carteira assinada, eu não teria essa disponibilidade. Hoje, ser motorista me dá tranquilidade e liberdade para estar onde mais importa, com a minha família”.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai