Menu
Ler agora
Limpeza urbana

Estado tem a terceira melhor gestão de lixo do Brasil, aponta estudo

Dados foram divulgados nesta semana pelo Índice de Sustentabilidade da Limpeza, nesta semana

Estado tem a terceira melhor gestão de lixo do Brasil, aponta estudo

O Rio Grande do Sul se destaca no Brasil quando o assunto é gestão de resíduos sólidos, de acordo com o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU 2021), divulgado nesta semana. Realizado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) em parceria com a PwC Brasil, o estudo mostra que o Estado possui a terceira melhor gestão de lixo do país.

De modo geral, a região Sul brasileira é a que apresenta pontuação mais alta de acordo com o estudo, com média de 0,545 (em avaliação que vai de 0 a 1) e índice de reciclagem de 7,2%, o melhor do país. Ainda assim, a pontuação representa uma baixa performance de acordo com o índice, que classifica como desempenho médio apenas as cidades com avaliação acima dos 0,600. Dentre os pontos específicos da análise, a taxa de reciclagem gaúcho é o que mais chama atenção, com 7,4%, sendo o melhor do Brasil.

O Rio Grande do Sul também é o estado com maior número de municípios que aplicam algum tipo de cobrança, na ordem de 83,5%. No entanto, apenas 4,6% (23) das 497 cidades praticam a cobrança integral pelos serviços, enquanto outros 62,6% (311) a praticam parcialmente, cobrindo em média (ponderada entre os municípios) apenas um terço dos custos, ficando o restante às expensas dos orçamentos municipais.

Na semana passada, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), Marcio Matheus, esteve em Porto Alegre para participar de um evento que tratou sobre gestão de resíduos sólidos em um cenário de desenvolvimento sustentável. Matheus defende uma tarifa variável para a cobrança do serviço, mensurada conforme a faixa de renda de cada família. “Quando você rateia os custos via orçamento, você não consegue diferenciar quem tem maior poder aquisitivo, quem consome mais e gera mais resíduo, e quem gera menos resíduo”, afirmou.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai, com informações Jornal do Comércio