Os cidadãos gaúchos terão de preparar o bolso para o aumento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2022. O tributo cobrado anualmente terá um aumento médio de 22,33% no Estado. A maior alta será sentida para os caminhões, cuja elevação será de 25,28%, ao passo que para automóveis o reajuste será de 21,63%.
Alíquotas se mantêm as mesmas
O IPVA é cobrado no Rio Grande do Sul desde 1986, e veio para substituir a antiga Taxa Rodoviária Única (TRU). O cálculo do imposto é feito com base na alíquota que o Estado impõe, que no caso do RS é de 3% para carros, 2% para motos e 1% para caminhões e ônibus, com base no preço em que os veículos se encontravam no ano anterior na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), durante os meses de setembro e outubro. Dessa forma, o IPVA 2022 adotará como base de cálculo o preço que o carro possuía entre os meses de setembro e outubro de 2021.
As alíquotas gaúchas continuam as mesmas, o que está provocando este aumento foi uma variação no preço dos veículos no período motivado pelo aquecimento do mercado dos usados e seminovos. Segundo a Fenauto, entidade que monitora o segmento, a alta na procura por modelos seminovos já passa de 38% em 2021, e com o aumento da procura e a mesma quantidade de veículos a serem comercializados, os preços consequentemente são alterados. Mais um fator motivante na alta dos preços é a falta de insumos, correlacionada com o aumento nos preços da matéria-prima para a produção nas montadoras.
Todavia, os percentuais divulgados são médios, logo, a alíquota do IPVA será aplicada em cima do preço médio do modelo do veículo, que constará em tabelas que ainda serão divulgadas pela Fipe no Diário Oficial da União. Com isso, pode ser que alguns modelos tenham baixas registradas. Os prazos e condições de desconto para o pagamento do imposto costumam ser divulgados pela Receita Estadual no início de dezembro.
Médias por tipo de veículos
Automóveis: +21,63%
Caminhonetes e utilitários: +23,54%
Caminhões: +25,28%
Ônibus e Micro-ônibus: +14,48%
Motos e similares: +23,13%
Motorhome: +10,03%
Fonte: Jornal O Alto Uruguai
