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Coronavírus

Média de mortes diárias volta a subir e é a pior em quase três meses na região. Veja o gráfico

Índice registrado na semana passada mostra que morreram quase três pessoas por dia, pior número desde o fim de março

Média de mortes diárias volta a subir e é a pior em quase três meses na região. Veja o gráfico

Se há pouco mais de um mês a Covid-19 dava sinais de desaceleração e até esvaziava as UTIs, o que se viu desde então foi o mergulho em mais uma grave onda de contágios e mortes. Depois de um novo pico de casos ativos, atingido no início de junho, a consequência aparece agora, momento em que a região volta a lidar com um alto número de mortes diárias, comparável à pior fase da pandemia, em março, quando 93 pessoas morreram pela doença na área de abrangência do AU.

Segundo levantamento feito pela reportagem do AU, a média diária de mortes na semana passada foi de 2,71 vítimas na região. Esse é o pior índice desde 21 de março, quando a média por dia atingiu 3,29. A situação é ainda mais preocupante pois o recente aumento quebra uma série de relativa estabilidade no número das mortes observadas nos hospitais da região em razão da Covid-19, tudo isso em meio à aceleração da vacinação.

Menos casos ativos, menos mortes

As 29 mortes por Covid-19 registradas em junho são também reflexo do aumento do número de casos ativos, outro indicador que atingiu um pico preocupante no começo do mês, quando a região chegou a ter 1149 pessoas contaminadas ao mesmo tempo. 

Para se ter uma ideia da relação entre o número de casos ativos e o número de mortes, vale comparar os indicadores observados entre o fim do mês de abril e a metade do mês de maio. Em 28 de abril, a região teve 390 casos ativos da doença, um dos números mais baixos do ano. Semanas depois, já em maio, o número de vítimas da Covid-19 foi o menor desde fevereiro, com uma média diária de 0,86. Atualmente, o cenário é bem diferente na região, já que 1026 pessoas estavam com o coronavírus simultaneamente nos municípios da área de abrangência do AU.

Região deverá reforçar restrições, diz Estado

Em alerta no sistema 3As do Governo do Estado desde 20 de maio, a região de Palmeira das Missões deverá endurecer as medidas de combate à propagação da Covid-19. A solicitação foi feita pelo Gabinete de Crise, em reunião com representantes locais, realizada na manhã de segunda-feira, 14. O encontro foi presidido pela secretária estadual de saúde, Arita Bergmann.

A mensagem do gabinete é a mesma já emitida na sexta-feira, 11, a outras regiões que enfrentam o agravamento da pandemia: as medidas adotadas nos planos de ação não estão sendo eficazes na diminuição do contágio pelo coronavírus. No encontro, os representantes da área de Palmeira da Missões, que também compreende os municípios da Coordenadoria de Saúde (CRS) de Frederico Westphalen, ressaltaram que deve, ser tomadas ações regionalizadas.

Os motivos da preocupação

A necessidade de endurecer medidas se baseia na escalada da pandemia na região, que não dá indícios de melhora. Segundo o Estado, na região Covid de Palmeira das Missões, a incidência de novos casos na última semana foi de 490 a cada 100 mil habitantes. É uma taxa maior que a do Estado, de 341,1 casos a cada 100 mil habitantes na última semana.

A taxa de mortalidade acumulada de Palmeira das Missões – 9,3 a cada 100 mil habitantes na última semana – também foi maior que a do RS, de 7,7. Além disso, a taxa de ocupação de leitos de UTI na região está em 112% – isso significa que todos os leitos estão ocupados e há déficit de seis vagas nesse tipo de leito.

Fonte: O Alto Uruguai