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Celebração

Moradora de Vicente Dutra completa 107 anos

Izaltina Lemes dos Santos reside no município desde os seus 21 anos

Moradora de Vicente Dutra completa 107 anos

No dia 28 de junho de 1915, na cidade de Palmeira das Missões, nascia Izaltina Lemes dos Santos, que comemorou na última quinta-feira os seus 107 anos de vida. Filha de Franklin Lemes dos Santos e Embraima da Silva, Izaltina é neta de João Lemes Santos, Claudina Lemes dos Santos, João Antunes da Silva e Sinhorinha da Silva.

Por volta dos seus cinco anos de idade, a família de Izaltina mudou-se para Ribeirão Bonito, que hoje fica na estrada entre Palmeira das Missões e Constantina, onde ela viveu até os seus 21 anos e conheceu o seu esposo, Basílio Soares da Silva. Na tentativa de buscar melhorias, por já ter um filho, o casal se mudou para Vicente Dutra, na localidade da linha Boa Esperança.

Quando chegou a Vicente Dutra, Izaltina conta que haviam poucas casas. “Cheguei aqui na década de 30, tinha poucas casas, sendo que algum dos moradores na nossa pequena comunidade eram Jacinto Botton e a família do Emílio Caetano Pastório”, relembra.

Trabalhando com a agricultura e sustentando sua família, Izaltina sempre desempenhou as tarefas da casa e cuidava de seu esposo, que sofria de epilepsia. Antes do falecimento de Basílio da Silva, com 98 anos, o casal foi residir na cidade de Barracão (PR), no distrito Siqueira Belo, onde viveram por um ano e voltaram para Vicente Dutra. “O trajeto para chegar até Siqueira Belo foi muito difícil, pois a gente levou apenas a mudança na carroça. Fomos caminhando e carregando um de nossos filhos no colo”, diz. 

Izaltina e Basílio Soares da Silva tiveram oito filhos, sendo seis homens e duas mulheres – Ireno (in memoriam), Aurélio (in memoriam), Vitor (in memoriam), Bastião (in memoriam), Simão, que hoje reside em Descanso (SC), Livino, morador de Itajubá (MG), e Dalila e Olinda, residentes em Vicente Dutra.

De acordo com o vereador Evandro Luiz Wolff, que visitou Izaltina na última terça-feira, 26, a pedido de alguns munícipes, a centenária é o orgulho da família e da cidade, pois sempre batalhou para sustentar sua família, passando o legado de valorizar suas origens aos seus filhos, que hoje passam aos seus 21 bisnetos.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai