A chegada dos primeiros venezuelanos no Rio Grande do Sul, trazidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, completará dois anos em setembro. Trazidos ao Estado após a crise imigratória causada pelo grande fluxo de refugiados em Roraima, hoje, já são mais de 1,7 mil venezuelanos no RS. Entre eles está a estudante da Escola Estadual Educação Básica Sepé Tiaraju, Chinquinquira Nahomi Rodrigues Boada, de sete anos.
Chinquinquira e a família são imigrantes venezuelanos, o que torna a vida da menina diferenciada dos demais colegas. Como estudante, além das dificuldades enfrentadas pelas crianças na rede estadual de educação, a aluna tem que se superar a cada dia, lidando com a adaptação do novo idioma, já que aprender a dominar a língua portuguesa é apenas um dos desafios.
Em decorrência da pandemia de Covid-19 e do distanciamento social enfrentado há mais de um ano, Chinquinquira iniciou seus estudos de maneira remota no segundo ano do ensino fundamental da Escola Sepé Tiaraju. Atualmente, o educandário retornou de maneira híbrida as aulas presenciais, e esse foi o primeiro contato da venezuelana com os colegas e professores. Apesar do pouco tempo, a aluna já é motivo de orgulho para a professora Adriana Lamb. “É importante destacar que ela supera muito bem os obstáculos, é uma aluna dedicada, se relaciona muito bem com os colegas e professores, é carinhosa e muito educada. Já consegue realizar a leitura, adora criar desenhos, inclusive, desenhar a professora, expressando que se sente bem no ambiente escolar”, conta Adriana.
O Dia do Estudante, que é comemorado nesta quarta-feira, 11, é celebrado especialmente por Chinquinquira e o irmão Angelo, que também é estudante da Escola Sepé Tiaraju, e lembrado pela professora Adriana como um dia de se orgulhar e superar os desafios que chegaram com o ensino remoto.
Fonte: Jornal O Alto Uruguai
