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Política

Prefeito de Ametista do Sul esclarece sobre informação de cassação de diploma que circula nas redes sociais

Gilmar da Silva reforça que já obteve decisão favorável em primeira instância e afirma que a controvérsia decorre de um ofício expedido antes do período eleitoral

Prefeito de Ametista do Sul esclarece sobre informação de cassação de diploma que circula nas redes sociais

No último fim de semana, circulou nas redes sociais documento em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) recomenda ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) a cassação do diploma do prefeito de Ametista do Sul, Gilmar da Silva, eleito em 2024. O parecer, protocolado em setembro, aponta a vinculação do nome do gestor a uma emenda parlamentar de R$ 60 mil destinada à comunidade da linha Alta, no interior do município.


Segundo o Ministério Público, o ofício do deputado estadual Eduardo Loureiro, datado de 30 de setembro de 2024, comunicou a destinação dos recursos para a reforma do prédio da igreja da comunidade e citou Gilmar da Silva, então candidato, como responsável pela articulação. Para a Procuradoria, a divulgação em período próximo ao pleito configurou desvio de finalidade e afetou a igualdade entre os concorrentes.


A ação foi movida pelo Partido Liberal de Ametista do Sul e por Paulo Mezzaroba, derrotado na eleição. Em primeira instância, a Justiça Eleitoral julgou o pedido improcedente, entendendo que não houve repasse de valores durante o período eleitoral e que o então candidato apenas intermediou, ainda em 2023, encontro entre a comunidade e o deputado responsável pela emenda.

O que diz o prefeito

O prefeito Gilmar da Silva reforça que já obteve decisão favorável em primeira instância e afirma que a controvérsia decorre de um ofício expedido antes do período eleitoral, mas recebido em 2024. “Ganhei aqui a causa, tanto no Ministério Público quanto no Judiciário. Eles recorreram, o que é natural, mas não tem nada além disso”, declarou.


Gilmar afirma que nem ele e nem o vice-prefeito Adriano Piovesan utilizaram o ofício para fins eleitorais e que o documento foi endereçado diretamente à presidente da comunidade. “Tenho confiança total na Justiça e não acredito que um prefeito vá perder o diploma por não ter feito absolutamente nada de errado”, disse.

Ele destacou ainda que o processo segue em fase recursal e que sua defesa será apresentada também em sustentação oral no TRE-RS. “Já provamos em primeira instância que não houve nenhuma irregularidade. Agora vamos para a defesa em Porto Alegre com a convicção de que a Justiça novamente vai reconhecer os fatos. Confiamos na Justiça e no trabalho dos nossos advogados”, reforça.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai