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Prefeito de Novo Tiradentes se manifesta sobre operação Aliança Criminosa

Luiz Carlos Benedette explicou que ação do Ministério Público investiga empresas que participaram de licitações e não a prefeitura

Prefeito de Novo Tiradentes se manifesta sobre operação Aliança Criminosa

Duas empresas de Frederico Westphalen, acusadas de fraudar licitações em municípios gaúchos, foram alvo de uma ação realizada pelo Ministério Público (MP), na manhã da quinta-feira, 27. Denominada de operação Aliança Criminosa, o MP citou algumas prefeituras da região que tiveram licitações vencidas pelas empresas investigadas, dentre elas, a Prefeitura de Novo Tiradentes. 

Segundo o prefeito do município, Luiz Carlos Benedette, a Prefeitura de Novo Tiradentes não recebeu nenhuma notificação do MP até então. Além disso, o gestor esclarece à comunidade que as investigações são em torno das empresas e não da prefeitura. “Isso tem que ficar bem claro, não é administração municipal que está sendo investigada, mas essas empresas que participaram de processos de licitação com a prefeitura. Aliás, os valores que eles ganharam aqui são bem baixos, inclusive. De um montante de aproximadamente R$ 360 mil eles ganharam cerca de R$ 9 mil (R$ 5.510 para material escolar e R$ 3.426 para merenda escolar). A maioria dos valores ficou com nosso comércio, que sempre foi testemunha da legalidade dos nossos processos. Além disso, temos uma equipe de licitação que é de nossa extrema confiança, que sempre prezou por fazer tudo certo e dentro da legalidade”, explica Benedette.

O gestor ainda afirma, que apesar de a prefeitura não ter recebido nenhuma notificação do MP, a administração municipal já suspendeu os contratos que tinham com as empresas investigadas.

Operação Aliança Criminosa

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, desencadeou a Operação Aliança Criminosa em sete cidades gaúchas nesta quinta-feira, 27. Uma ex-servidora pública da Prefeitura de Dona Francisca, o dono e o gerente de duas empresas de Frederico Westphalen foram presos por fraudes em licitação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato-desvio e elevação arbitrária de valores. Por medida cautelar, as empresas estão proibidas de firmar contrato com a administração pública. Além das prisões, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em endereços comerciais e residenciais em Dona Francisca, Frederico Westphalen, Erval Seco, Caiçara, Pontão, Santa Cruz do Sul e Rio Pardo, inclusive na prefeitura desta última por fatos cometidos na gestão anterior.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai